O fim dos gerentes

Ao mesmo tempo que a Exame trazia um estudo da Deloitte sobre as 10 regiões brasileiras que mais cresceram nos ultimos 3 anos, 45%; e viamos que 6 delas são ligadas ao agronegócio; e revelava ainda um estudo da consultoria americana ManPower, onde o Brasil aparece ao lado do Japão, em sexto lugar em produtividade; vem de Harvard o caso de uma empresa de sucesso que mandou embora todos os gerentes. Foi decretado ” o fim dos gerentes “. Claro, não significa anarquia nem muito menos o fim da gestão . A empresa é a Morning Star, da área de processamento de alimentos, com faturamento em torno de US$ 700 milhões anuais. Todos que já dirigiram empresas sabem que o custo dos altos gestores é ” alto “, como o título já denota. Em torno de um gerente contamos o orçamento do seu ” gabinete “, e toda questão física e metafísica, dos idos do alquimista Paracelso : ” a diferença entre o veneno e o remédio é o tamanho da dose “, ficam pesados na hora de orçar a organização. Estive numa grande corporação nesta semana, e la vi que o comprometimento é altíssimo dos funcionários, em pesquisas formais realizadas, porém isso não ocorre em função da liderança, quer dizer dos gerentes em si. Os niveis hierárquicos são questionados de longa data na administração. Eu mesmo quando decidi ter 15 gestores subordinados diretamente a mim, num momento empresarial vivido, fui criticado por parecer um ” excesso ” de ” reports “. Ao contrário, foi uma extraordinaria experiencia, e dela surgiram sucessores valiosos e farto dos melhores valores da empresa. Claro, dá trabalho. Um ” ceo ” com 15 ou 20 diretores e esses sem gerentes lidando com o pessoal que realiza e faz acontecer, dá trabalho. E, além disso é preciso resgatar fundamentos valiosos, como aqueles que Flavio de Toledo, um genio na gestão avançada brasileira( infelizmente já falecido ) disseminava ao longo dos anos 90 : ” precisamos realizar as negociações e definições sobre as áreas de eficácia, de cada um, de cada departamento e o comprometimento com o outro, e como se apoiam entre si ! ” A ” Morning Star ” nos Estados Unidos executa preciosamente o escopo das ” áreas de eficácia ” e a negociação permanente entre os participantes do jogo do negócio. Que parece ser impossivel parece, ser decretado o ” fim dos gerentes “, mas também duvidávamos de muitas coisas há 3 anos atrás que viraram realidade, como um agronegócio empreendedor, feito com recursos humanos e inteligencia brasileira; e informações de que nossa produtividade, do ponto de vista empresarial é muito mais avançada do que dizem os clássicos dados dos órgãos da ONU. ” Brujas no existen, pero que las hay , las hay ” : Gerentes, se cuidem !

Fonte: José Luiz Tejon Megido –  Exame.com

Published in: on 19 de dezembro de 2011 at 17:46  Deixe um comentário  

The URI to TrackBack this entry is: https://sindhosba.wordpress.com/2011/12/19/o-fim-dos-gerentes/trackback/

RSS feed for comments on this post.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: