Quando o executivo fica obsoleto

A vida útil dos executivos aumentou? Não é uma pergunta fácil de ser respondida, mesmo de acordo com pesquisas que têm sido publicadas nos últimos anos. De um lado, é certo que executivos mais maduros voltaram a ser cobiçados pelo mercado em consequência da falta de talentos acarretada pelo crescimento econômico do País, bem como pela crise econômica global que levou as empresas a apostar em profissionais mais experientes, principalmente na área financeira. Por outro lado, a maior parte das empresas manteve a idade limite para a aposentadoria dos executivos.

A idade, por si só, não é o melhor critério para definir se o profissional mantém ou não condições de atender às necessidades da empresa, se tem ou não capacidade de se adaptar às vertiginosas mudanças e se ainda está preparado para os novos desafios propostos. Temos uma infinidade de exemplos de empreendedores e mesmo executivos geniais que continuaram liderando as organizações além do limite de idade imposto atualmente pela maioria delas. Ainda hoje vemos fundadores de grandes empresas acima de 70 anos influenciando as estratégias do negócio.

A imposição de uma idade-limite é a sinalização de que a organização precisa se renovar, se oxigenar, ganhar sangue novo para manter acesa a chama da criatividade e da inovação. Para isso, precisa de ideias novas, da vitalidade, da energia, da ousadia e do dinamismo característicos das pessoas mais novas. Há exceções à regra, mas a renovação faz parte da vida.

Setores mais dinâmicos, como os de tecnologia, tecnologia da informação e varejo, por exemplo, requerem profissionais mais jovens, mais antenados com os avanços tecnológicos e científicos e com as mudanças comportamentais dos públicos estratégicos. São áreas extremamente dinâmicas, que impactam de forma dramática a competitividade do negócio e exigem atualização constante, quase em tempo real. É por isso que se encontram com facilidade CEOS com menos de 40 anos em empresas desses setores.

Outro fenômeno que decreta a obsolescência de um profissional é o processo de mudança de uma empresa, seja por meio de fusões e aquisições, seja pela necessidade de alterações até em seu core business. Independentemente da idade, vão dançar aqueles executivos que não forem inovadores e criativos ou não tiverem a capacidade de se adaptar rapidamente à nova realidade. Em contrapartida, nessas situações, ascendem aqueles profissionais com capacidade de antever os novos cenários.

Há muitas formas positivas de encarar essa realidade. Quando se trata de aposentadoria por idade, o executivo tem tempo de se preparar para uma nova vida, seja curtindo o ócio com dignidade, seja abraçando projetos com os quais sempre sonhou, seja mantendo-se no mercado com um negócio próprio. Pode até continuar a prestar consultoria ou outros serviços à empresa na qual se aposentou. Já aqueles que foram ejetados da empresa por outro tipo de obsolescência, a saída é ir à luta, atrás de novas oportunidades. E, se possível, buscar outras qualificações.

Marcelo Mariaca – é presidente do Conselho de Sócios da Mariaca e professor da Brazilian Business School.

Fonte: http://www.administradores.com.br

Published in: on 30 de novembro de 2011 at 17:15  Deixe um comentário  

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